Instituto Últimos Refúgios - Expedição pelo Rio Doce (22/11/2015)

    Galiléia - MG

    Nos falaram sobre capivaras, lontras, jacarés, cachorros, bois, cavalos e aves estão entre as vítimas. Nossa equipe, que fotografou partes do rio uma semana antes da "lama" tomá-lo, voltou aos mesmos locais para procurar os belos animais que havíamos encontrado e ver como estavam. Para nossa tristeza, encontramos morto um dos marrecos que havíamos fotografado na semana anterior, exatamente no mesmo local. Alguns outros animais ainda encontramos dentro do rio sujo e ficamos ainda mais tristes por vê-los alimentando-se e bebendo uma água tão prejudicial. É importante alertar de que temos relatos de pessoas ficando doentes por terem entrado em contato com a água do rio, ou por beberem água de fontes duvidosas, devido a sede. Recebemos essas informações em Galiléia e Resplendor (Aldeia Krenak). 
    Vimos a "lama" chegando no ES, até o mar, e já está matando peixes e camarões em nas Barragens de Aimorés e Mascarenhas. A fauna aquática também está morrendo em Baixo Guando e Colatina. 
    As populações ribeirinhas e animais serão afetados uma hora ou outra, pois as substâncias nessa água são muito agressivas e vão demorar a passar... Já estão matando até aves e mamíferos que beberam dela. Assim como os patinhos das fotos. 
    A alma enrugando primeiro que a pele! :(

    Expedição em parceria com a Mosaico Imagens e apoio do Instituto Marcos Daniel e Herone Fernandes..

    Leonardo Merçon - Photography | Instituto Últimos Refúgios